CER – Centro Esportivo Ramiro

Professora expõe trabalho no Congresso Brasileiro de Natação Infantil.

Muitos pais ficam em dúvida sobre quando devem iniciar os filhos nas atividades físicas. No que se refere à natação a resposta é simples, quanto antes melhor. Isso porque quanto mais cedo começar o trabalho dos estímulos sensoriais e a ambientação dos bebês na água, maiores serão seus repertórios motor e emocional, que se traduzem num crescimento mais saudável, tanto mental quanto físico.  O desenvolvimento da interação com bebês nas aulas de natação foi o tema da participação da professora Eliane Ferreira Silva, do Centro Esportivo Ramiro, no 11º Congresso Brasileiro de Natação Infantil/2019, em São Paulo.  A piscina do Colégio Notre Dame Ipanema disponibiliza atividades em diversos horários e para todas as faixas etárias, desde a natação para bebês à hidroginástica.

Lecionando natação para bebês há cinco anos, Eliane encontrou a realização profissional por um desses benditos acasos da vida. Depois de uma cirurgia, precisava fazer alguma atividade física para recuperar a força e a mobilidade articular do braço.

“Comecei a trabalhar com a natação, o que para mim virou uma terapia.  Lidar com as crianças e praticar a modalidade me ajudou na recuperação e amplitude do movimento, no ganho de força e muita autoestima, pois ao prazer de estar fazendo uma atividade física somava-se o fato de eu amar a água”, conta ela.  

A profissional de Educação Física defende que, pela natureza peculiar do trabalho com bebês, em que o aluno ainda não dispõe do recurso da fala para se comunicar, é preciso estabelecer um contato objetivo certo entre a criança e o professor. O esporte em si já proporciona uma relação muito próxima, que permite o olho no olho, o toque e facilita o desenvolvimento da confiança. A comunicação entre ambos pode se dar, inclusive, através do ritmo cardíaco.

“A natação infantil não deve ser resumida ao fato da criança aprender a nadar. Mas sim, contribuir para o processo psicomorfológico do bebê. Brincar é um elemento lúdico que produz prazer, alegria e divertimento e a própria água contribui para proporcionar esse contentamento. Portanto, os professores devem ter o domínio do ambiente em que trabalham, a água, e também conhecer de forma integral esse aluno, suas necessidades globais e específicas”, explica Eliane.

Para que profissional alcance um resultado satisfatório, ou seja, para que a aprendizagem aconteça, ele deve despertar no bebê o interesse no que está sendo ofertado, fazendo-o sentir prazer na atividade. “Para tanto, é essencial desenvolver a ludicidade de um modo geral, tanto no ambiente quanto nas atividades propostas em aula”, conclui ela.

 

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