CER – Centro Esportivo Ramiro

Ana Priscila: da Capoeira ao Ballet

A professora de Ballet do CER – Centro Esportivo Ramiro –  Ana Priscila Werczler, é uma verdadeira força da natureza, uma explosão de energia. Com formação em Educação Física, Priscila transita entre modalidades tão diversas quanto seus métodos didáticos. Foi bailarina dos 3 aos 6 anos. Trocou a dança pela capoeira, da qual se tornou professora com apenas 15 anos. Antes disso, porém, aos 12, mostrava suas habilidades na street dance. Passou ainda pelo handball, vôlei e natação. Pensa que acabou? Pois ela também é árbitra da Federação Estadual do Rio de Janeiro de Futebol.

Com tantas experiências, o que te fez voltar ao ballet?

Foi meio que uma obra do acaso. Quando entrei na faculdade, me envolvi com o Comunidança e a paixão pelo ballet reacendeu. Sabia que não seria mais uma bailarina, até porque meu corpo já havia sido moldado pelas outras modalidades e não tinha mais o perfil para tal. Mas de alguma forma eu pressentia que faria algo ligado a ele.

Foi assim que se tornou professora?

Não, muita coisa aconteceu nesse espaço de tempo, entre a faculdade e eu me tornar professora de ballet. Fiz especialização em educação infantil e educação especial. Aliás, tive uma experiência muito gratificante trabalhando com crianças especiais, que incluíam deficiências intelectuais e físicas. Desenvolvia um trabalho pautado na psicomotricidade e no afeto. Enfatizar o amor e o carinho dia a dia, trabalhar para fazê-los acreditar que não são piores, apenas diferentes em suas características pessoais, assim como todo mundo tem suas peculiaridades, todo ser é único.

E como você traz essa experiência para o CER?

De inúmeras maneiras. Minhas aulas são baseadas no equilíbrio. Sou rígida e exigente, mas também carinhosa. O afeto e o carinho no acolhimento das alunas fazem toda a diferença, pois consigo construir uma relação de confiança e carinho com elas. Num primeiro momento o que mais me interessa é que elas se sintam acolhidas, queridas e especiais. Além de respeitar as características de cada uma e conseguir valorizá-las.

Como você define seu trabalho com as crianças no CER?

Maravilhoso. Estou aqui há 2 anos e minha turma está com lotação esgotada. Tenho alunas que estão comigo desde o início. Sou uma educadora. Minhas aulas trabalham muito a disciplina e a convivência colaborativa. E eu tenho muito apoio, tanto da equipe do CER quanto das famílias. Tenho a sorte de ter mães muito parceiras que me apoiam na imposição de limites, me sinto muito recompensada com essa cumplicidade.

Qual seu maior desafio aqui?

Sem dúvida é a questão da turma ser muito heterogênea. Tenho alunas de faixas etárias bem diferentes. Mas acabo tirando proveito disso, explorando o que cada uma tem a oferecer em termos de criatividade e solidariedade, pois estimulo as mais velhas a ajudarem as mais novas. Além disso, quando percebo que alguma delas criou um passo, procuro aproveitá-lo na coreografia  para estimular a criatividade, dar um clima de criação coletiva e elas experimentarem algum protagonismo.

E qual o segredo desse sucesso?

Eu acredito que está no acolhimento, que é crucial. Quando chega uma aluna nova eu me abaixo falo olho no olho. Isso ganha a confiança da criança para entrar numa  turma onde não conhece ninguém e, algumas vezes, nem sabe exatamente o que está fazendo ali. Também faço questão de ser sincera. Quando percebo que a menina não tem afinidade com a atividade chamo os responsáveis para uma conversa e aconselho que tentem outra modalidade. Não sou a favor que a aluna fique sem que esteja se sentindo confortável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.